Projeto Ockham
O Pensador Uma introdução ao pensamento crítico

por Alexandre Taschetto de Castro mail
em 22/06/02

Em que acreditamos?

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Todos temos um conjunto de crenças e convicções pessoais, construído ao longo do tempo. Como este conjunto é formado? Quais são os mecanismos pelos quais passamos a acreditar em algo? Existem basicamente três caminhos:

experiência pessoal

influência de uma "autoridade externa"

raciocínio a priori

A primeira forma pela qual acreditamos em algo é pela própria experiência pessoal. Desde bebês, muito antes de podemos entender o que outras pessoas dizem ou seguir uma linha de raciocínio, descobrimos várias características de nosso universo através da experiência. Qualquer criança que está aprendendo a andar acredita firmemente na força da gravidade, mesmo que nunca tenha ouvido falar de Isaac Newton.

Ainda cedo em nosso desenvolvimento, acrescentamos uma poderosa influência à forma como vemos o mundo: o que os nossos pais dizem. Para uma criança pequena, seus pais são os mais profundos conhecedores do universo e tudo que eles disserem será imediatamente aceito como verdadeiro. Mais tarde, este hábito de reconhecer uma autoridade externa como digna de credibilidade se estende a outras pessoas, como nossos professores. Em especial, tendemos a reconhecer como autoridade aquelas pessoas que, por sua vez, são vistas como autoridades por nossos pais.

Por último, podemos chegar a uma conclusão independente a partir de um raciocínio prévio (a priori). Por exemplo, ao aprender o funcionamento de nosso sistema solar, uma criança esperta pode chegar sozinha à conclusão de que a Terra, o Sol e a Lua ocasionalmente irão se alinhar, mesmo que nunca tenha ouvido falar ou visto um eclipse.

A importância do pensamento crítico
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