Projeto Ockham
Roswell Roswell

por Alexandre Taschetto de Castro mail
em 23/01/04

Os personagens

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As teorias alienígenas de Roswell se baseiam quase que exclusivamente no depoimento de testemunhas civis e militares. O conteúdo destes depoimentos é vasto demais para ser incluído aqui. Versões resumidas e/ou comentadas podem ser encontradas (em inglês) aqui, aqui e aqui. Estas testemunhas incluem:

Mac Brazel - o fazendeiro que encontrou os destroços.

William Brazel Jr - filho de Mac Brazel; teve contato com o material encontrado e relatou suas propriedades.

"[Uma das peças parecia] algo como uma folha metálica, exceto que não rasgava? Você podia amassá-la e ao largá-la ela imediatamente voltava à forma original? Quase como um plástico, mas definitivamente metálico. Meu pai falou que o Exército havia lhe dito que não era nada produzido por nós."

Bessie Brazel - filha de Mac Brazel; teve contato com o material encontrado e relatou suas propriedades.

"[O material parecia] um tipo de papel de alumínio. Algumas peças tinham um tipo de fita grudada. Apesar de parecer uma fita, não podia ser descolada ou removida. Algumas peças tinham algo como números e letras, mas não tinham nenhuma palavra que pudéssemos reconhecer".

Loretta e Floyd Proctor, Marian Strickland - vizinhos de Mac Brazel que teriam visto o material encontrado e atestado suas propriedades inexplicáveis e/ou confirmado que Brazel havia sido ameaçado pelos militares para não comentar o incidente.

[Loretta]:"O pedaço que [Mac] trouxe parecia um tipo de plástico marrom claro. Era muito leve, como compensado... Tentamos cortá-lo e ao aproximar um fósforo ele não queimava. Sabíamos que não era madeira. Era liso como plástico? Eu nunca tinha visto algo parecido".

Glenn Dennis - dono da funerária de Roswell, que teria obtido informações, de uma enfermeira do hospital da base de Roswell, sobre corpos de alienígenas encontrados junto aos destroços.

"Ela disse que eram três corpos pequenos. Dois deles estavam destruídos, mas havia um que estava em boas condições. E ela disse «vou lhe mostrar a diferença entre a nossa anatomia e a deles. Na verdade, eles pareciam antigos chineses - pequenos, frágeis e sem cabelo«."

Barbara Dugger - neta do xerife George Wilcox, a quem Brazel comunicou o incidente. Disse que o avô teria sido ameaçado pelo Exército, para manter a história secreta.

"[Minha avó disse]: Não conte a ninguém. Quando o incidente ocorreu, os militares vieram à delegacia e disseram a George que se contássemos qualquer coisa sobre o incidente, não apenas nós, mas toda a nossa família seria morta...[George] nunca mais quis ser xerife de novo".

Frank Joyce e Lydia Sleppy - funcionários de uma estação de rádio de Roswell (KGFL). Lydia teria começado a transmitir uma reportagem sobre o incidente quando foi interrompida pelo FBI. Frank recebeu a primeira nota para imprensa da base de Roswell e teria sido posteriormente ameaçado por militares.

[Frank]:"O telefone tocou e a pessoa se identificou como sendo do Pentágono... e disse coisas bens ruins sobre o que aconteceria comigo. Finalmente... eu disse: «Olha, você está falando de uma nota de imprensa do próprio U.S. Army Air Corps.«...Ele bateu o telefone."

[Lydia]:"Quando tínhamos algo importante, transmitíamos por telex e era eu que digitava... Eu havia digitado o suficiente para ver que era uma história bem importante quando tocou o sinal [de interrupção]. Veio a mensagem: «Aqui é o FBI, parem a transmissão«."

Walt Whitmore Jr. - filho do dono da estação KGFL. Descreveu os destroços sem informar como os teria visto.

"[O material era] como uma folha metálica mas não podia ser rasgada ou cortada. Extramamente leve. Algumas vigas que pareciam de madeira tinham algum tipo de inscrição."

Major Jesse Marcel - primeiro militar a chegar ao local e principal testemunha. Descreveu os destroços como à prova de fogo, leves e extremamente resistentes.

"Havia fragmentos por toda a área, por volta de 3/4 de milha [1200 metros] de comprimento e algumas centenas de pés de largura...Tentei dobrar o material, mas ele não dobrava. Tentei queimá-lo, mas ele não queimava. O material não pesava nada. Era tão fino quanto o papel metálico de um maço de cigarros. Até tentamos marcá-lo com uma marreta e nada".

Jesse Marcel Jr. - filho do Major Marcel (tinha 11 anos na época); relatou a existência de hieróglifos nos destroços e foi o primeiro a citar peças estruturais em forma de I.

"O acidente e os destroços que eu vi deixaram uma marca em minha memória que nunca poderá ser esquecida... Os destroços eram provavelmente o que na época era chamado de disco voador que aparentemente tinha sido exigido além de sua capacidade de projeto... Meu pai disse que obviamente [a história do balão meteorológico] era uma história de cobertura, aquilo não era um balão meteorológico".

Coronel William Blanchard - comandante da base de Roswell.

Walter Haut - oficial de relações públicas da base de Roswell. Divulgou a primeira nota sobre os destroços.

Bill Rickett, Robert Porter, Robert Shirkey, Robert Slusher, Robert Smith - militares da base de Roswell que participaram do transporte do material sob circunstâncias "estranhas". Alguns relataram ver parte dos destroços.

[Porter]:"Nós transportamos os pedaços. [Alguns oficiais] nos disseram que eram partes de um disco voador. Os pacotes [com os pedaços] estavam embrulhados em papel.. era como se eu tivesse pego um pacote vazio, era muito leve. [Os pacotes] cabiam no porta-malas de um carro."

Pappy Henderson e Melvin Brown - militares da base de Roswell que morreram antes de serem entrevistados. Seus testemunhos foram obtidos através da entrevista de parentes e amigos. A filha de Melvin Brown, Beverly, relatou que o pai teria visto corpos de alienígenas sendo guardados na base.

[Beverly]:"[Meu pai disse] que um dia todos os homens disponíveis foram chamados para montar guarda onde um disco havia caído. Tudo estava sendo carregado em caminhões e ele não entendia por que alguns deles tinham gelo... Ele e um amigo tiveram que ir na traseira de um dos caminhões... e deram uma rápida olhada ... e viram dois corpos, corpos de alienígenas."

J.B. Johnson - o fotógrafo que tirou as fotos dos destroços com o Major Marcel.

Gerald Anderson - teria encontrado, junto com seu irmão e seu tio, destroços (e corpos) na planície de San Augustin, a 120 milhas (aproximadamente 190 quilômetros) do rancho de Brazel.

Mesmo entre os vários pesquisadores que defendem a tese alienígena de Roswell, existem divergências quanto à validade de alguns relatos dessas testemunhas.

Glenn Dennis foi a primeira testemunha a mencionar corpos de alienígenas em associação ao incidente de Roswell, em uma entrevista a Stanton Friedman, em 1989. Segundo Dennis, uma enfermeira do hospital da base de Roswell lhe relatou ter participado da autópsia de três corpos de alienígenas, mas logo depois ela teria sido transferida para a Inglaterra. A entrevista de Dennis foi publicada pela primeira vez no livro de Randle e Schmitt ("UFO crash at Roswell"). Após muita insistência, os pesquisadores conseguiram que Dennis informasse o nome da enfermeira - Naomi Maria Self, mas investigações posteriores revelaram que nenhuma enfermeira com esse nome havia servido em Roswell ou em qualquer outra base do Exército. Dennis então admitiu ter informado um nome falso, mas recusou-se a relatar o verdadeiro nome da enfermeira. Atualmente, Kevin Randle considera Dennis a testemunha menos confiável de Roswell.

Outra testemunha controversa é Gerald Anderson. Pouco depois de seu primeiro contato com Jesse Marcel, Stanton Friedman foi abordado por um casal que lhe passou o relato de um amigo, Grady Barnett. Barnett teria encontrado destroços em um segundo local, perto da cidade de Socorro. Barney já havia morrido e o casal não sabia em que ano o fato havia ocorrido, mas eles garantiam que Barney era confiável. Friedman passou então a trabalhar com hipóteses envolvendo os dois locais - Roswell e Socorro. Após aparecer em um programa de TV, Friedman recebeu um telefonema de Gerald Anderson, que afirmava ter visto (junto com seu irmão e seu tio, Ted) destroços de uma nave e corpos de alienígenas na planície de San Augustin (próxima a Socorro). As peças pareciam se encaixar e Friedman defendeu em seu livro "Crash at Corona", a existência de dois locais com destroços de naves alienígenas. A história de Gerald Anderson (que tinha cinco anos em 1947) era confirmada pelo diário de seu tio Ted, mas Kevin Randle (que não havia sido convencido por Anderson) contratou um perito para analisar o diário, descobrindo que o papel era realmente de 1947, mas a tinta com a qual as anotações haviam sido escritas só havia aparecido no mercado em 1974.

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