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por Ana Luiza Barbosa de Oliveira mail
em 08/12/02

Um pouco de astronomia

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As constelações

A nomeação das constelações do zodíaco como nós as conhecemos data da época da criação da astrologia pelos babilônios, ou seja entre 2000 e 3000 a.C. Naquela época, em seu caminho aparente pelo céu (denominado eclíptica), o Sol transitava por doze constelações, os signos zodiacais. Mas, devido à precessão da Terra (ver adiante), isto mudou e atualmente o Sol transita por treze constelações.

Além disso, as estrelas não são fixas no céu. Elas se movem em relação ao Sol com velocidades da ordem de vários quilômetros por segundo e portanto suas posições mudam com o tempo. No entanto, como as estrelas estão muito distantes da Terra, a mudança é bastante lenta para um observador no nosso planeta e desde os babilônios as constelações mudaram pouco.

Outras culturas também perceberam padrões no céu, no entanto, os padrões são diferentes entre si. Isto significa que as estrelas que pertencem à constelação de Órion podem ser parte de uma constelação totalmente diferente para povos da Ásia e África, por exemplo.

É importante lembrar que todas as estrelas visíveis a olho nu estão contidas em uma esfera de 156 anos-luz, ou seja, estão dentro da nossa galáxia que, por sua vez, possui 100.000 anos-luz de diâmetro. Por outro lado, as estrelas que compõem uma constelação, apesar de parecerem estarem próximas, na maioria das vezes estão muito distantes entre si. Portanto, as constelações são padrões arbitrários.

As figuras a seguir mostram a constelação de Órion vista no céu (a), sua representação (b) e a localização das estrelas no espaço sideral (c).

constelações

Gravidade

A teoria gravitacional descrita pelo astrônomo inglês Isaac Newton, no século XVII, mostra que massa atrai massa com uma força proporcional ao produto das massas envolvidas e inversamente proporcional ao quadrado da distância entre elas. Ou seja, quanto maiores as massas dos objetos, maior a atração, ao passo que quanto maior a distância muito menor é a atração.

Esta força de atração, denominada gravidade, é que nos prende à superfície terrestre, mantém a Lua girando em torno da Terra e a própria Terra girando em torno do Sol. O movimento de todos os corpos celestes também é governado pela gravidade. E as interações gravitacionais entre Lua e a Terra são responsáveis pelo fenômeno das marés.

Precessão

Precessão Devido a uma ação conjunta da gravidade da Lua e do Sol sobre a Terra, seu eixo de rotação gira lentamente da mesma forma que um pião desequilibrado. São necessários cerca de 26.000 anos para que ocorra uma precessão completa, ou seja, para que o eixo de rotação da Terra gire 360°. Em termos astronômicos, isto significa que as posições das estrelas no céu, para um observador na Terra, mudam lentamente com o passar dos anos.

A figura mostra o plano da eclíptica, assim como a atual estrela polar, aquela que indica a direção do Pólo Norte, Polaris; Vega, a futura estrela polar (em 14000 d.C.) e também Thuban, a estrela polar em 3000 a.C.

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