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por Ana Luiza Barbosa de Oliveira mail
em 05/07/02

Os princípios da homeopatia

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O pai da homeopatia, o médico alemão Samuel Hahnemann (1755-1843), tinha bons motivos para ir contra as práticas médicas comuns do século XVIII, que incluíam sangrias, sanguessugas, purgas e outros métodos que realmente causam mais mal do que bem.

Durante seus estudos, Hahnemann percebeu que a administração de quinino (uma droga empregada no tratamento da malária) a um paciente saudável causava alguns dos sintomas associados à esta doença. Assim, seguindo esta linha de pesquisa, Hahnemann eventualmente concluiu o seguinte princípio terapêutico: o caminho certo para tratar uma doença é dando ao paciente uma determinada droga, a qual numa pessoa saudável causa os mesmos sintomas apresentados pela pessoa doente. Por exemplo, os óxidos de enxofre SO2 e SO3 causam crises de tosse semelhante a crises de asmas, então estas substâncias são prescritas para pacientes asmáticos.

Hahnemann expôs sua teoria na frase em latim similia similibus curentur (semelhante cura semelhante) ou melhor ainda, doenças semelhantes curam doenças semelhantes, pois ele achava que determinadas substâncias causavam, quando ingeridas, uma doença artificial no doente, que fazia o corpo curar a doença verdadeira. Este é o princípio da similitude ou a Lei da Similitude, que foi apresentada ao mundo em 1796. A palavra homeopatia vem do grego homoios (similar, igual) e pathos (doença, sofrimento).

Hahnemann e seus seguidores começaram a fazer experimentos com várias substâncias de origem vegetal, animal e mineral, que foram compilados em livros chamados materia medica, que são utilizados para associar os sintomas de um paciente com a droga adequada.

Ele declarou ainda que as doenças eram perturbações na habilidade do corpo de se curar e que portanto eram necessárias apenas quantidades ínfimas para iniciar o processo de cura. Ele também declarou que as doenças crônicas eram uma manifestação de uma coceira reprimida (psora), um tipo de miasma ou espírito maligno. Utilizando inicialmente doses pequenas de medicamentos, Hahnemann posteriormente passou a empregar enormes diluições, teorizando que quanto maior a diluição maior o efeito. Desta forma, os remédios homeopáticos são "dinamizados", isto é, diluídos até o ponto em que não mais exista mais uma única molécula do princípio ativo. Hahnemann justificou este procedimento com uma teoria de que não são os átomos das substâncias que curam, mas sim uma espécie de efeito indutivo causado pela presença destas moléculas durante a diluição. Este princípio é conhecido como Lei dos Infinitesimais.

Estas idéias são a base da homeopatia moderna. Muitos homeopatas afirmam também que algumas pessoas possuem uma afinidade especial com um remédio em particular (o chamado "remédio constitucional") e que serve para curar várias doenças. Estes remédios são prescritos de acordo com o tipo constitucional da pessoa. Alguns exemplos destes tipos são:

Ignatia - pessoa nervosa e muitas vezes chorona e que não gosta de fumaça de cigarro

Pulstilla - é uma mulher jovem com cabelo louro ou castanho claro, olhos azuis, gentil, temerosa, romântica, emotiva, amiga, porém tímida.

Nux Vomica - pessoa agressiva, belicosa, ambiciosa e hiperativa.

Sulfur - gosta de ser independente.

O ponto de vista bioquímico
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